PROGRAMA LEITURA ABRE PORTAS | Promoção de oficina de quadrinhos no Centro Socioeducativo incentiva prática de leitura e outras habilidades

Publicado sexta-feira, às 12h07

O Governo de Roraima, por meio da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC/RR), realizou na quinta-feira,13, a Oficina de HQ (História em Quadrinho) do Programa Leitura Abre Portas que integra o Poder Judiciário de Roraima para os adolescentes do Centro Socioeducativo (CSE) que irão participar do evento “lll Caminhos Literários do Socioeducativo” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Estiveram presentes a equipe da cultura e pedagógica do CSE, da biblioteca do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima), do GMF (Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário) e PJC (Programa Justiça Comunitária).

A oficina de histórias em quadrinhos tem como proposta uma linguagem gráfica dentro de um contexto pedagógico que auxilia no desenvolvimento do hábito da leitura, na memorização, na compreensão das ideias e pensamentos, estimulam a imaginação e ao mesmo tempo tem a função de entreter e ensinar.

As aulas tiveram como facilitadores os quadrinistas Alice Lyra e Rhafa Porto.

Com intuito de formar leitores através da mediação da leitura com os adolescentes em conflito com a lei, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por meio do Programa Leitura Abre Portas (PLAP), promoveu nesta segunda-feira, dia 15 de abril, uma oficina de desenhos, no Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho – CSE.

A oficina foi baseada no livro “Daniel Sapeca e o Diamante Azul do Tepequém”, do autor roraimense, Tilho Filgueiras, e visa convidar à reflexão e transformação da perspectiva de vida desses jovens e adolescentes. Durante a oficina, os jovens e adolescentes desenvolveram as ilustrações e contaram com apoio dos instrutores de desenhos,  Carlos Morais e José Almeida do CSE.

Segundo o Supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), o Desembargador Almiro Padilha, que esteve presente na oficina, a leitura é importante para o futuro da juventude roraimense.

Esse projeto de leitura é fundamental, porque essas crianças e adolescentes serão o nosso futuro. Eles precisam estar preparados e não há outro jeito senão através da cultura”, ressaltou.

A bibliotecária e integrante do Projeto Leitura Abre Portas (PLAP/TJRR), Madrice Cunha, também reforçou que a atividade é pré-evento em preparação a participação dos adolescentes e do Projeto Leitura Abre Portas na semana de aniversário de 33 anos do Tribunal de Justiça de Roraima.

Essa oficina foi trabalhada para a exposição de desenhos que ocorrerá no dia 23 de abril, em alusão à semana de aniversário de 33 anos do Tribunal de Justiça de Roraima, e vai ser um evento maravilhoso, que a gente vai trabalhar o livro com a apresentação musical além da exposição de desenhos, destacou a servidora do TJRR.

O Projeto Leitura Abre Portas é uma parceria entre o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), a Biblioteca Judiciária e o programa Justiça Comunitária, juntamente com o Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho (CSE).

A assistente social e integrante do GMF/TJRR, Débora Nóbrega, ressalta quais os objetivos do projeto.

Visa engajar a leitura entre os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas nas unidades do Estado para promover a educação não escolar, a reflexão e o espírito crítico dos jovens, oferecendo-lhes a possibilidade de produzirem seus próprios textos a partir do conhecimento adquirido e se tornarem cidadãos conscientes para reintegração à sociedade”.

Para a Coordenadora do Programa Justiça Comunitária do TJRR, Marcelle Wottrich, a dinâmica também é essencial para abordar o senso crítico e novos horizontes para o futuro deles.

Estamos nessa parceria com a equipe da Biblioteca e com o GMF para trazer aqui para o CSE a importância da leitura para esses adolescentes, para que eles descubram um mundo novo. Começam a trabalhar esse senso crítico, a responsabilidade e se colocar também no mundo, saber que eles são autores de sua própria história”, finalizou a Coordenadora.

A oficina contou com a participação da equipe do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/TJRR), a assistente social, Débora Nóbrega, o servidor Jadson Costa, o assistente técnico do Programa Fazendo Justiça do CNJ, Alisson Messias e a participação da Secretária Tânia Soares da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social – Setrabes, representando o Poder Executivo Estadual.


REPORTAGEM: TJRR

FOTOS: Nucri/TJRR

Pular para o conteúdo